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quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Propriedades Térmicas de Alimentos congelados: um passo importante para a modelagem de processos



O conhecimento de propriedades físicas e térmicas de alimentos é essencial para o projeto de processos e de equipamentos na área de alimentos congelados. Só é possível determinar requisitos de refrigeração e tempos de congelamento se houver informações quantitativas disponíveis sobre as propriedades de alimentos. Consideráveis esforços de pesquisa têm sido realizados para medir e modelar as propriedades de alimentos sob diversas condições de processo. 

Dentre as propriedades de maior importância podem ser destacadas: densidade, condutividade térmica, capacidade calorífica e difusividade térmica. Propriedades físicas e térmicas de alimentos determinadas a temperaturas acima do congelamento são de uso limitado em condições de congelamento.

Durante o processo de congelamento, a água muda gradualmente do estado líquido para o estado sólido. Como as propriedades do gelo são diferentes daquelas da água líquida, as propriedades de alimentos determinadas a temperaturas acima do congelamento não costumam ser válidas para temperaturas abaixo do ponto de congelamento. Além disso, a densidade e a porosidade possuem um efeito predominante sobre propriedades térmicas. A variação mais acentuada nessas propriedades é observada a temperaturas próximas do ponto de congelamento. Desse modo, a determinação e a modelagem de propriedades térmicas de alimentos sob condições de congelamento requerem o conhecimento explícito do estado físico da água contida nos alimentos.


À medida que um alimento é congelado, não se observa uma mudança de fase abrupta; ao invés disso, a transição de água líquida para gelo ocorre num intervalo de temperaturas. A maioria dos produtos alimentares começa a congelar entre –1oC e –3oC. A principal mudança na fase ocorre em temperaturas de 4-10oC abaixo da temperatura inicial de congelamento e o processo de mudança de fase só pode ser considerado como findo quando as temperaturas caem abaixo de –40oC. Como a maioria dos alimentos contém grandes quantidades de água, a mudança de fase da água para o gelo tem uma influência dramática sobre as propriedades térmicas dos alimentos.



A. Densidade

A densidade de um produto alimentar é medida pesando-se um volume conhecido do produto. Uma vez que produtos alimentares possuem diferentes formas e tamanhos, a medição precisa do volume pode ser um desafio. Mohsenin (1978) oferece diversas técnicas para determinar o volume de alimentos. Contudo, as publicações nessa área apresentam poucas aplicações desses métodos para medir a densidade de alimentos congelados.

B. Condutividade Térmica

A medição da condutividade térmica tem envolvido tanto o uso de métodos em regime estacionário como transientes. Um procedimento em regime estacionário incorporando um método "guarded plate" foi usado por Lentz (1961) para medir a condutividade de alimentos congelados. Um procedimento em regime transiente utilizando uma sonda foi empregado por Sweat et al. (1973) e também por Hough & Calvelo (1978). Thompson et al. (1983) usou o método da sonda para medir a condutividade térmica de milho congelado e Ramaswamy & Tung (1981) usou o mesmo método para medir a condutividade térmica de maçãs congeladas.


C. Entalpia

A entalpia de alimentos congelados tem sido basicamente determinada através de métodos calorimétricos.


D. Capacidade Calorífica

A capacidade calorífica é usualmente determinada por métodos calorimétricos. Contudo, tais métodos são mais úteis para o caso em que a mudança de fase ocorre a temperatura constante. Durante o congelamento de alimentos, a mudança de fase ocorre num intervalo de temperaturas o que resulta numa aplicação limitada dos métodos calorimétricos. Um procedimento alternativo envolve a determinação experimental das entalpias de alimentos numa faixa de temperaturas e em seguida o cálculo da capacidade calorífica aparente
a partir desses dados.


E. Difusividade Térmica

A maior parte dos dados publicados sobre difusividade térmica se baseia em cálculos a partir de valores de condutividade térmica, densidade e capacidade calorífica. Medidas diretas da difusividade térmica não são muito comuns.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Alimentos congelados: vantagem ou desvantagem?



O  mundo tem tornado-se dinâmico. Não há tempo para mais nada. Temos que estudar, trabalhar, fazer cursos, banco, compromissos, reuniões.. muitos de nós não se alimentam devidamente, comem em qualquer esquina, qualquer salgado, que tal? quem nunca?

O fato é que além de prejudicar a saúde, devido ao consumo descontrolado de alimentos ricos em gorduras, carboidratos e sódio,  quase não fazemos mais compras em feiras livres ou o ritual de limpar e cortar verduras e legumes antes de uma refeição. 

Com o tempo escasso, dedica-se menos tempo ao preparo de refeições e isso tem promovido mudanças nas vertentes das Indústrias de Alimentos. 

Primeiramente, nos métodos de conversação. Com o passar dos anos e o desenvolvimento de novas tecnologias a utilização do sal e condimentos para a conservação dos alimentos foi deixada de escanteio, o mais comum, basta olhar na sua cozinha, é a utilização do frio da geladeira ou o gelo do congelador.

O texto de hoje implica na técnica industrial do ultra congelamento de alimentos.

Durante muito tempo, na Europa, a conservação dos alimentos através do uso do ''frio'' ocorria em lugares subterrâneos, onde apenas famílias ricas possuíam grutas que continham gelo natural ou neve retiradas das montanhas. Entretanto, no século 19, a técnica do congelamento foi aperfeiçoada industrialmente. Atualmente, empresas de qualquer porte possuem esta tecnologia que é indispensável para a manutenção da qualidade de diversos segmentos alimentícios.

A principal diferença entre o congelamento dito, ''convencional'' e o ultracongelamento, consiste no tempo em que a peça demora para ser congelada. Quanto mais rápido, melhor, porquê?

Via de regra, o congelamento lento proporciona a formação de maiores cristais de gelo e em formatos pontiagudos, estes, danificam a estrutura celular do alimento que, durante o descongelamento, sofrem a desidratação celular pela perda de líquidos. 

Os ultracongeladores são equipamentos capazes de congelar alimentos, mantendo as propriedades e o frescor dos alimentos por muito mais tempo, com segurança que o resfriamento rápido permite.

Uma das grandes vantagens é a manutenção das qualidades sensoriais e nutricionais, o processo não promove alterações significativas na cor, textura e aroma dos alimentos. Além disso, para pratos pré-prontos, proporciona menor desperdício, tendo em vista que a comida será aquecida e regenerada somente na quantidade adequada para cada estabelecimento. Esta vantagem tem levado a muitos restaurantes a comprarem este tipo de equipamentos.



Os estabelecimentos que trabalham com panificação também têm aderido à técnica do congelamento, permitindo diminuição da mão-de-obra especializada, espaço ocupado, custo com equipamentos de produção (como masseiras, divisoras, modeladoras e balanças por exemplo), dentre outros. A tendência são indústrias que produzam massas congeladas e as ''padarias'' apenas fermentem e assem os produtos.

Portanto, havendo aumento nos lucros dos estabelecimentos, garantindo a segurança alimentar dos produtos, proporcionando, por exemplo, algumas frutas, por períodos mais longos do que os sazonais rotineiros.. tudo isso acaba levando vantagem não somente para quem presta o serviço de alimentação, mas também para quem consome.

Todos ganham com a utilização do congelamento de alimentos.